Depois de 20 anos construindo pontes, aprendi uma coisa que nenhuma planilha ensina: o rio não discute orçamento.
Quem projeta e constrói obras de arte especiais em rios de planície aluvial, sobretudo na Amazônia, convive com um fenômeno que não perdoa erro de concepção: as terras caídas. É o processo de instabilização e desabamento das margens fluviais — solapamento basal, erosão e perda de coesão — que avança, silencioso, até alcançar a estrutura. […]